A mania de multiplicar e ver crescer as coisas!

Oi pessoal! O meu nome é Paulo e sou professor de Biologia, mas mais do que dar aulas, gosto muito de cuidar, de manter e fundamentalmente de ver as coisas crescerem e aumentarem em número e em qualidade/saúde. Como tenho aprendido umas coisas e gosto de partilhar aquilo que sei, não descansei enquanto não criei este blog. Aqui espero mostrar-vos os meus pequenos feitos e explicar como os tenho conseguido. Espero também ser útil, esclarecendo algumas das vossas dúvidas e dar-vos algumas dicas.

Alguns dos meus hobbies... Comecemos pelas Orquídeas!

Alguns dos meus hobbies... Comecemos pelas Orquídeas!
A criação de orquídeas e de plantas carnívoras, embora pareça dificil, torna-se muito fácil para quem entenda a relação que mantêm com os elementos do seu habitat natural. Aqui vemos uma Cambria (orquídea) recém-florida!

Uma outra orquídea - Ludisia discolor - que gosta de locais sombreados e frescos para se desenvolver.

Uma Cattleia que finalmente resolveu florir. A criação de plantas dos trópicos em ambientes frios ou temperados é um desespero pois é muito fácil perder uma planta antes de ela conseguir florir.

Um Zigopetalum que floriu apenas umas semanas após ser comprado sem flor! (as duas imagens da direita) Às vezes é preciso alguma sorte... A imagem da esquerda é de uma espécie que já lá está em casa há alguns anos.

Quando não podemos ou queremos cultivar algumas espécies, podemos sempre visitá-las em safaris fotográficos nos seus habitats, mas sempre com muito cuidado para não estragar nada (atenção aos sítios onde pomos os pés!). Esta Ophrys apifera (em flor, na foto da esquerda e frutificada nas duas da direita) foi encontrada numa valeta bem próximo de casa. Embora prefira solos calcários (o que não é o caso do local onde se encontra), sobrevive muito bem na brita usada como base para o alcatrão das estradas...

As plantas carnívoras - Um mundo à parte!

As plantas carnívoras - Um mundo à parte!
Uma Dionaea muscipula (Vénus-apanha-moscas) cultivada por mim em turfa num contentor de plástico!

Plântula criada por mim a partir das sementes produzidas pelas plantas adultas. O pequeno vegetal já tem quase dois anos e continua do tamanho dos grãos de areia...

Sarracenia purpurea cultivada em contentor de plástico numa varanda. Por azar, tirei a fotografia antes de ter limpo as folhas/armadilhas. Daí o mau aspecto por elas apresentado. O pó da rua e alguns parasitas prejudicam, por vezes, o normal desenvolvimento das plantas...

Um pormenor da varanda onde se encontram as minhas Sarracenias. Como se pode ver na imagem, encontravam-se em plena floração. As pontas queimadas das folhas devem-se às geadas, que são frequentes na zona onde vivo, durante o Inverno.

Sarracenia hibrida com flores amarelas. Note-se a existência de garrafas voltadas ao contrário, de forma a manter o nível da água muito próximo da borda superior dos contentores. Aprendi isto vendo imagens na Net destas plantas no seu habitat natural - os pântanos norte-americanos.

Uma Sarracenia hibrida, antes da geada a queimar, em pleno desenvolvimento. Note-se que quando a coloquei no contentor, ela posuía apenas quatro ou cinco folhas e sobrava muito espaço em seu redor.

Pormenor da flor de uma Sarracenia (vista lateral e vista inferior). É, sem dúvida e apesar da sua simplicidade, uma das mais belas flores que conheço. E um tanto sinistra....

Ora aí está! Uma varanda que ninguém gostaria de ver... E eu tenho tanto orgulho dela. É aqui que se têm desenvolvido as minhas plantas carnívoras desde há cerca de 4 anos atrás.

Durante a floração, e usando um pequeno palito ou um pincel, faço a polinização (cruzada ou não) das flores e, passado muitos meses, recolho as sementes. Coloco-as depois num contentor (usei uma caixa para areia para gato) cheio de turfa coberta de areia que ensopei durante um dia ou dois (cuidado com a água - só destilada ou da chuva mas sempre muito limpa) e tapo com um vidro. Este alfobre é colocado num local muito iluminado mas cuja temperatura não se eleve muito e depois é só esperar. Algumas sementes só germinam um ou dois anos depois. Um truque para germinarem mais cedo é garantir que caiam entre os grãos de areia, de modo a que permaneçam sempre húmidas.

E continuam a crescer, de tal forma que vemo-nos obrigados a envasá-las individualmente... O problema seguinte é o que fazer com tantas plantinhas...

Mais algumas imagens do alfobre que permanece ainda hoje cheio de novas plantas. Dá gosto ver estas mudinhas, não dá?

Só para acabar, reparem que as primeiras armadilhas se assemelham muito às da Sarracenia psittacina, embora não sejam dessa espécie.

Outras plantas curiosas




Aquela plantinha que as nossas mães dizem que afasta as bruxas, não passa afinal de uma prima das bromélias, ous seja, uma Tillandsia. Tem aspectos muito engraçados, nomeadamente o facto de não necessitar de solo ou mesmo de ser regada. Teoricamente, absorve a água do próprio ar e alimenta-se das poeiras que sobre ela caem. Eu, no entanto, faço questão de a borrifar de vez em quando.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Hello!

Cá está então finalmente o meu blogue! Aqui vou tentar manter algumas informações pertinentes e links que acho interessantes!
Disfrutem e dêem a vossa opinião!